domingo, 8 de janeiro de 2012

Um pequeno coração

23 de agosto de 2011.
Há tres meses um pequeno coração bate e faz bater o meu mais forte.
Uma emoção que busca seu sentido na imensidão da existência e que se encontra num carinho sem tamanho.
Um elo.
Mas qual o elo? Qual a missão?
O que mais além dessa paixão que já me toma e que me faz pensar em si a todo momento?
É o carinho que recebi um dia e que sinto ainda hoje que se transmite.
É amor. Puro e incondicional!

Minha goiabeira partiu-se

Uma chuva muito forte caiu nessa última sexta-feira.
A última vez que uma chuva com muito vento caiu, minhas plantas sentiram muito, principalmente as frutíferas. Há época, muitos abacates, muitos mesmo, mais de 300, cairam ainda verdes. O Jambeiro ficou todo ferido à oeste e seus frutos também caíram.
Lembrei-me daquele dia e fui logo cedo, no sábado, ver o que havia acontecido. Muitos abacates de novo haviam caído. Dessa vez deu para aproveitar grande parte deles, uns mais maduros outros nem tanto, que saímos distribuindo aos vizinhos e amigos.
A goiabeira, essa partiu-se. Mais parecia ter sido quebrada por um "peso extra" que havia se refugiado sobre um galho do que propriamente pela chuva. O galho da goiabeira não se quebra normalmente com a chuva. Ele verga bem e por isso resiste à ação do vento forte.
Mas lá estava ele ao chão e com ele muitas goiabas também. Nossas frutas não recebem nenhum tipo de veneno para as pragas e por isso nossas goiabas não são muito bonitas. Para presentear alguém com elas, teríamos que ter a certeza que gostassem mesmo de goiabas. Brancas.
Por isso resolvi transformá-las em um doce.
Comecei por selecioná-las. Apenas as que não estivessem muito "passadas" nem muito "verdes". Lavamos todas. Cortei-as ao meio e retirei todos os miolos. Mesmo sabendo que "bicho de goiaba, goiaba é" não queria arriscar ter nenhum deles em meu doce!
Vazia, tornei a lavá-las, picá-las e pesa-las. 3 quilos, limpas!
Postas na panela (uma panela funda, pois o doce espuma muito) acrescentei metade do seu peso em açucar, um pouco mais de uma xícara de água, uns poucos cravos da índia, um pedaço de canela em pau e fogo!
Deixei ferver, primeiro em fogo alto, depois apurando em fogo baixo até que a calda engrossasse. Mexendo de vez em quando, para não grudar no fundo da panela.
Não sei se pela canela, mas o doce, meio cascão, ganhou um tom rosado lindo e uma calda brilhante.
Servi a uns amigos ontem mesmo, ainda meio morno, com uma boa bola de sorvete de creme em cima.
Depois de servido no jantar, rendeu dois grandes vidros. Um deles vai pra Giulia, se os pais dela gostarem e quiserem ir saboreando enquanto a esperam.
Sobrou ainda um fundo de compoteira que resolvemos ir comendo...